sábado, 16 de outubro de 2010

Educação a Distância no Brasil - Professora Bia

Com mais de um milhão de pessoas formadas pela EaD, do ensino básico ao superior, o Mec vem tratando essa modalidade de ensino com atenção distinta. Pois a demonstração do caráter inclusivo dessa educação não-formal, pode propiciar uma gama dos mais variados cursos, proporcionando a democratização educacional.

Os autores nos contam que o primeiro curso de graduação a distância no Brasil foi desenvolvido pela Universidade Federal do Mato Grosso, e se iniciou com o uso de material impresso e tutores a distância e somente a partir do ano de 1995 que iniciou a implementação da internet nessa modalidade.

Contudo, foi nos anos de 1996 e 1997 que a EaD teve grande impulso no Brasil, com a organização de vários laboratórios de ensino a distância, num ambiente de aprendizagem online com maiores recursos. Muitas foram as instituições que desenvolveram cursos de EaD, e dessas, várias ofereciam, seu próprio ambiente, disponibilizando gratuitamente para qualquer pessoa que quisesse organizar um curso (PUC-Rio, PUC-Paraná). Além dessa instituições, no final dos anos 90 importante consórcios universitários foram criados a fim de organizar cursos a distância dedicados a formação de professores: CEDERJ, UNIREDE, IUVB.BR e VEREDAS.

Vale lembrar que esses cursos têm o diploma validado pelo MEC, garantindo pleno funcionamento da EaD pela lei 9.394/96, que veio regulamentar o decreto 5622 de 19 de novembro de 2005 estabelecendo a validade nacional dos diplomas e certificados sem distinção dos cursos presenciais, porém, o curso de EaD deve estar em conformidade com os referenciais de qualidade.

Dentro dos requisitos básicos para se propor um projeto de EaD precisa-se encontrar: compromisso dos gestores, desenho do projeto, equipe profissional multidisciplinar, comunicação/interação entre os agentes, recursos educacionais, infra-estrutura de apoio, avaliação contínua e abrangente, convênios e parcerias, transparência de informação, sustentabilidade financeira entre outros que garantam a especificidade da clientela e da instituição.

Já fazem mais de 100 anos que a EaD se instalou no Brasil, mas seu impulso aconteceu com o desenvolvimento das TICs, que alavancou essa modalidade de ensino.

Segundo a pesquisa dos autores, a percentagem quantitativa de alunos e instituições por região, de alunos que já fizeram algum tipo de curso a distância são: Sudeste estão 53% dos alunos e 54% de instituições de EaD, seguidos da região Sul, com 17% e 37% respectivamente, Nordeste, com 18% e 6%, o Centro-Oeste, com 7,6% e 11,4% e, por último a região Norte, com 3,7% dos alunos e 6,6% das instituições. Isso nos sugere que temos muito ainda que ampliar em termos extensão de ensino.

Dados preocupantes são analisados pelos autores onde afirmam que segundo o censo de 2003, dos 2.122.973 professores que atuam na educação básica, 753.905 não possuem Ensino Superior, o que nos mostra que a EaD no Brasil é um anódino para os tantos profissionais que não freqüentaram a educação formal.

As estatísticas demonstram a importância que tem os cursos a distância na formação dos professores, principalmente no que diz respeito a licenciatura, que são promovidos pelo MEC. Um dos programas criados pelo MEC tem como destaque a Universidade Aberta que é um sistema nacional de educação superior com os objetivos de garantir cursos de formação gratuita a cidades que não tem ofertas de graduação superior, democratização, expansão, desenvolvimento de projetos de pesquisa e de metodologias inovadoras de ensino, preferencialmente para a área de formação inicial e continuada de professores da educação básica.

Segundo as pesquisas dos autores, a regulamentação e definições de políticas nacionais, desenvolvimento de programas de formação de equipes multidisciplinares para EaD e desenvolver, avaliar e validar um sistema consistente de acompanhamento, avaliação e validação de proposta pedagógica de EaD, são urgentes e necessárias pois elas são as três frentes que repercutem internamente nas instituições.

Ainda, a de se ressaltar que diante da situação em relação a docência mediada nos cursos a distancia é preciso desenvolver métodos que garantam a eficiência do curso, para isso tem que se preocupar com metodologias pedagógicas específicas que venham corresponder a escolha do cursista, no que diz respeito aos ambientes virtuais e seus múltiplos recursos.

Contudo, não podemos deixar de lado as questões didáticas e o desenvolvimento particular de cada cursista, uma vez que este pode diferenciar, pois se dão em tempo e espaço distintos.

Contudo, apesar de toda a estrutura de ensino, a EaD no Brasil é uma modalidade muito recente e ainda desejosa de criações metodológicas diversificadas e fazendo-se necessário estudos e criatividade para implementar o curso a distância.

Por outro lado, mesmo sabendo do grande avanço que a EaD tem conquistado, ainda é grande o número de professores sem licenciatura e pessoas sem graduação. Talvez por conta da cultura de resistência ainda existente contra a educação a distância ou por não se de inteiro acesso as pessoas que mais precisam.

Outro fator, que ainda deve ser ressaltado, são as questões de ordem regional, pois as que mais precisam são as menos favorecidas pela EaD, ou seja, regiões que o acesso a um curso superior ou mesmo de formação continuada são mais difíceis a EaD também não chegou de forma expansiva. O que vem nos chamar a atenção, pois esse é um dos objetivos da EaD.

Enfim, a Educação a Distância no Ensino Superior no Brasil é preconizado àqueles que necessitam fazer uma abordagem analítica da atual situação da Educação a Distância no Brasil, pois nele podemos verificar os dados existentes sobre essa modalidade de ensino e fazer uma análise do papel de democratização do conhecimento e o retorno as urgentes necessidades educacionais no Brasil, ainda, o texto preocupa-se com a aproximação e apropriação dos participantes na construção de opiniões elaboradas por meio do contato com novos conceitos e, a partir disso, considera que eles aprendem a inferir e interferir em seu contexto.

Postado pelo aluno: Claudiomir da Silva dos Santos

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